Britador de mandíbula para mineração no Brasil

2026-01-13

Summary:Os setores de mineração e agregados do Brasil apresentam um mercado dinâmico para britadores de mandíbulas, impulsionado pela produção de minério de ferro em larga escala, pela mineração diversificada de ouro e metais básicos e pela forte demanda por materiais de construção. Os britadores de mandíbulas continuam a oferecer soluções de britagem primária robustas e energeticamente eficientes para uma variedade de tipos de minério e escalas de operação.

Britador de mandíbula para mineração no Brasil

Visão geral do mercado: Mineração no Brasil

O Brasil está entre os principais produtores globais de diversos minerais importantes, tornando a mineração um pilar fundamental de sua economia e base de exportação. O país é o maior produtor mundial de nióbio e o segundo maior produtor de minério de ferro, além de ser uma importante fonte de bauxita, ouro, cobre e minerais industriais.

Principais produtos minerais

  • Minério de ferro: O Brasil é o segundo maior exportador mundial de minério de ferro, com reservas significativas de hematita de alta qualidade. A indústria de minério de ferro é fortemente voltada para a exportação, abastecendo siderúrgicas asiáticas e europeias.
  • Ouro: Produzido em operações de grande e pequena escala, concentrado principalmente nos estados do Pará, Goiás e Minas Gerais.
  • Bauxita: O Brasil está entre os maiores produtores de bauxita do mundo, abastecendo refinarias de alumina nacionais e exportando o excedente.
  • Nióbio: O Brasil controla mais de 90% da oferta mundial de nióbio, utilizado em aços e ligas de alto desempenho.
  • Agregados: Areia, cascalho, basalto e pedra britada formam a base do segmento de materiais de construção do país, impulsionado por projetos de rodovias, habitação e infraestrutura.

Volumes de produção e polos regionais

  • Minas Gerais é o coração da mineração brasileira, abrigando o Quadrilátero Ferrífero, com gigantescas minas de minério de ferro, além de importantes operações de ouro, nióbio, bauxita e agregados em torno de Belo Horizonte e do Vale do Aço.
  • O Pará tornou-se um importante polo de mineração na região Norte, com o complexo de minério de ferro de Carajás, grandes minas de bauxita e um setor de ouro em rápido crescimento na região do Tapajós.
  • Outras regiões importantes incluem Mato Grosso (manganês, cobre), Amapá (manganês) e a bacia amazônica (caulim, bauxita).

Os níveis típicos de produção anual (aproximados) incluem centenas de milhões de toneladas de minério de ferro, dezenas de milhões de toneladas de bauxita e várias centenas de milhares de onças de ouro, com a produção de agregados intimamente ligada aos ciclos de construção em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

O Papel dos Britadores de Mandíbulas no Processamento de Minerais

Na mineração e extração de agregados no Brasil, os britadores de mandíbulas são quase sempre a primeira etapa de redução de tamanho, processando o material bruto extraído (ROM) de minas a céu aberto e pedreiras. Seu design robusto e alta força de britagem os tornam ideais para a britagem primária de minérios e rochas duras e abrasivas.

Etapa de britagem primária

Os britadores de mandíbulas são usados ​​como britadores primários porque podem receber materiais com tamanhos de alimentação muito grandes (geralmente de 300 a 1200 mm) e reduzi-los a um tamanho gerenciável para britadores e moinhos secundários. Em operações de minério de ferro e ouro em rocha dura, eles quebram grandes blocos de minério diretamente dos caminhões ou depósitos de descarga, preparando o material para processamento posterior.

Redução de tamanho

A principal função de um britador de mandíbulas é reduzir o tamanho máximo do minério ou rocha bruta, geralmente atingindo uma taxa de redução de 4:1 a 8:1.

Por exemplo, um britador de mandíbulas pode receber alimentação de 800 mm e produzir um produto com 80% passando por peneira de 150 a 200 mm, adequado para britadores cônicos ou de impacto na próxima etapa.

Características da alimentação

Os britadores de mandíbulas no Brasil geralmente processam:

  • Minérios duros e abrasivos, como minério de ferro (itabirito), quartzito aurífero e agregados de basalto/granito.
  • Tamanhos de alimentação variáveis ​​(300–1200 mm) provenientes de descarregamento de caminhões ou pilhas de material bruto.
  • Materiais com umidade moderada, especialmente em regiões tropicais onde a chuva pode afetar as condições de alimentação.

Compatibilidade com equipamentos a jusante

Os britadores de mandíbulas são projetados para se integrar perfeitamente a circuitos completos de britagem e moagem:

Sua produção alimenta diretamente peneiras vibratórias e transportadores que direcionam o material para britadores secundários (britadores cônicos ou de impacto).

Em circuitos de moagem, o produto britado é frequentemente armazenado em pilhas e depois alimentado em moinhos SAG/de bolas ou HPGRs para moagem fina.

O dimensionamento e o ajuste adequados do britador de mandíbulas garantem um tamanho de alimentação consistente para os equipamentos a jusante, melhorando a eficiência geral do circuito e reduzindo o desgaste dos britadores e moinhos secundários.

Tipos de Britadores de Mandíbulas Usados ​​no Brasil

As operações de mineração e agregados brasileiras utilizam diversos tipos de britadores de mandíbulas, escolhidos com base na dureza do minério, nos requisitos de capacidade e na configuração da planta (estacionária ou móvel).

Britadores de mandíbulas PE vs. PEW

Os britadores de mandíbulas PE são amplamente utilizados em operações brasileiras, especialmente em plantas móveis e semimóveis.

Oferecem alta capacidade (tipicamente 100–800 t/h) e um design simples e robusto, de fácil manutenção.

Comuns em minas de minério de ferro e pedreiras de agregados, onde a produtividade é fundamental e os minérios são moderadamente abrasivos.

Os britadores de mandíbulas PEW são preferidos para minérios muito duros e abrasivos e para britagem primária fixa.

estações.

Possuem uma câmara de britagem em formato de "V" mais otimizada e placas de proteção dentadas, que melhoram a relação e a capacidade de britagem, além de prolongarem a vida útil das placas de mandíbula.

Frequentemente utilizadas em grandes usinas de minério de ferro e ouro em rocha dura, onde minimizar o desgaste e maximizar o tempo de operação são prioridades.

Britadores de mandíbulas estacionários vs. móveis

Os britadores de mandíbulas estacionários são o padrão em grandes minas e pedreiras com infraestrutura fixa.

São instalados em estações de britagem permanentes, geralmente como parte de uma usina de múltiplos estágios com alimentadores, peneiras e transportadores.

Típicos em grandes operações de minério de ferro em Minas Gerais e Pará, onde é necessária alta vazão contínua (300–1000+ t/h).

Os britadores de mandíbulas móveis/sobre esteiras estão ganhando popularidade no Brasil, especialmente para minas menores, agregados para construção e projetos de infraestrutura.

Sua mobilidade permite a rápida realocação entre locais, reduzindo os custos de transporte e possibilitando a britagem de material bruto no próprio local.

Amplamente utilizados em operações de ouro em áreas remotas do Pará e em projetos de construção urbana onde o espaço e a logística são limitados.

Faixas de tamanho e capacidades típicas

Nas operações brasileiras, os britadores de mandíbulas são selecionados para atender às necessidades locais de minério e produção:

  • Tamanho da alimentação: Geralmente de 300 a 1200 mm, dependendo do tamanho do caminhão e da prática de detonação.
  • Capacidade: Varia de cerca de 100 t/h para pequenas pedreiras e usinas de ouro a 300–1000+ t/h em grandes operações de minério de ferro e agregados.
  • Modelos comuns: Série PE (por exemplo, PE-400×600, PE-500×750) para capacidade média e unidades PE/PEW maiores (por exemplo, 32×16 polegadas ou equivalente) para usinas de minério de ferro de alta vazão.

Britadores de Mandíbulas em Aplicações de Mineração no Brasil

Britagem primária em minas de minério de ferro

Nas minas de minério de ferro do Brasil, os britadores de mandíbulas são a espinha dorsal da etapa de britagem primária, processando grandes volumes de minério bruto extraído a céu aberto. O minério bruto, tipicamente com tamanho entre 300 e 800 mm, é descarregado de caminhões em um alimentador vibratório que alimenta o britador de mandíbulas.

Um circuito típico de britagem de minério de ferro é o seguinte:

  • Minério bruto dos caminhões → alimentador vibratório → britador de mandíbulas (primário).
  • Produto do britador de mandíbulas → transportador → britagem secundária (britador cônico ou de impacto).
  • Produto secundário → peneiras e pilhas de estocagem → britagem terciária ou moagem (moinhos SAG/de bolas ou HPGR).

Operações de ouro e metais básicos

Em minas de ouro e metais básicos, os britadores de mandíbulas são frequentemente usados ​​em plantas modulares menores que processam minérios de rocha dura, como quartzo, sulfetos e minérios polimetálicos. Essas operações são comuns no Pará e em Minas Gerais, onde o ouro é extraído de veios primários e depósitos do tipo pórfiro.

Circuitos típicos de britagem de minério de ouro:

  • Minério bruto → alimentador vibratório → britador de mandíbulas (primário).
  • Produto do britador de mandíbulas → peneira → britador secundário (cônico ou de impacto).
  • Minério britado → pilha de estocagem → moagem (moinhos de bolas) e circuitos de gravidade/flotação.

Os britadores de mandíbulas móveis são particularmente populares em operações de ouro, pois podem ser implantados rapidamente em locais remotos, reduzindo a necessidade de longos transportes de minério bruto. Em operações polimetálicas e de cobre-ouro, a capacidade do britador de mandíbulas de processar alimentação variável e produzir um produto uniforme ajuda a otimizar a moagem e a recuperação subsequentes.

Agregados e materiais de construção

No setor de construção civil brasileiro, os britadores de mandíbulas são essenciais em pedreiras de granito, basalto e gnaisse que fornecem pedra britada e areia para estradas, edifícios e infraestrutura.

O crescimento urbano contínuo do país e os programas de infraestrutura (rodovias, aeroportos, habitação) impulsionam uma forte demanda por agregados de alta qualidade.

Função na produção de agregados:

  • Os britadores de mandíbulas realizam a britagem primária de grandes blocos de rocha (até 1–1,5 m) em agregados grosseiros (por exemplo, 0–150 mm).
  • Sua produção alimenta britadores secundários e terciários (de cone/impacto) e peneiras para produzir tamanhos padrão (por exemplo, 0–5 mm, 5–10 mm, 20–40 mm).
  • Na reciclagem, os britadores de mandíbulas também são usados ​​para britar concreto e resíduos de construção em agregados reciclados para base de estradas e concreto.

A flexibilidade dos britadores de mandíbulas móveis os torna ideais para projetos de construção, onde podem ser movidos de um local para outro, britando o material no próprio local e reduzindo os custos de transporte.

Exemplos de casos

Britagem de minério de ferro em Minas Gerais

Um projeto moderno de minério de ferro em Minas Gerais ilustra o uso típico de britadores de mandíbulas em operações de grande escala. Neste caso, uma nova mina de minério de ferro no Quadrilátero Ferrífero utiliza um britador de mandíbulas Zenith C6X como britador primário, com capacidade nominal de várias centenas de toneladas por hora.

Circuitos de moagem de minério de ouro no Pará

No distrito aurífero de Tapajós, no Pará, um projeto de ouro utiliza um circuito modular de britagem e moagem onde um britador de mandíbulas desempenha um papel fundamental na etapa primária. A operação processa minério de ouro primário duro de minas a céu aberto, com o objetivo de produzir uma moagem fina para lixiviação ou flotação.

Agregados para o boom da construção brasileira

Em um grande projeto de expansão de rodovias no Brasil, uma grande pedreira fornece milhões de toneladas de agregados de alta qualidade, com britadores de mandíbulas formando o núcleo da etapa de britagem primária.

A pedreira processa granito e gnaisse duros para produzir agregados classificados para asfalto e concreto.

  • Grandes blocos de rocha extraídos da pedreira são alimentados, por meio de um alimentador vibratório, em um britador de mandíbulas de alta capacidade (por exemplo, série C6X ou PE).
  • O britador de mandíbulas reduz o material para 0–150 mm, que é então transportado para britadores e peneiras secundários e terciários.
  • Os produtos finais (areia de 0–5 mm, 5–10 mm, 20–40 mm) são utilizados na base de estradas, asfalto e concreto para a rodovia.



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